Palavras ao Vento Literatura

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Milhões de corações brasileiros.

Em viagens do norte ao sul... E de leste ao oeste...
Vejo sorrisos e lágrimas,
Vejo alegrias e decepções,
Vejo churrascos e vaquejada,
Encantando ao mundo,
Com mil e uma canções.

Ouvindo a sanfona de um comum brasileiro...
Vejo e me emociono,
Encontro terras secas..., terras boas,
Nestas terras, as quais se misturam,
Sentimentos, histórias e conquistas,
De um povo que trabalha de sol a sol,
Sem serem masoquistas.

No sul..., muitas histórias de trabalho, suor e coragem,
A quem sabe ou procura saber,
Percebe nas entrelinhas, que não são miragem,
Pois, de fato, brasileiros fizeram acontecer.

Saindo do sul, passando pelo sudeste...
Ouço melodia em samba,
Uma batida suave do surdo,
Com talentos de gente bamba.

Subindo essa terra hospitaleira,
Começo a ver o nordeste,
Encantando o mundo ao som do Olodum,
Dividindo com um berimbau a graça da capoeira,
Tristeza? Não existe em coração nenhum,
Alegria é constante, sem eira nem beira.

Solfejando este som de terras distantes,
Cultura trazida de além-mar,
Que nossos irmãos trouxeram,
E cantarolavam em navios negreiros, à luz do luar.

Ser brasileiro...
É contemplar do Oiapoque ao Chuí,
Paisagens lindas e maravilhosas,
Que nosso Grande Deus criou por aqui.

Mesmo em terras longínquas,
Sei de muitos irmãos brasileiros,
Sentem saudades da comida mineira,
Da feijoada à velha cachaça,
Do feijão tropeiro e depois,
Àquela maravilhosa sesta domingueira.

Em todo o sertão...
Contam-se histórias de lendas,
Que transformam um caboclo,
Em homem sem dilema.

Terra rica de heróis...
Desbravadores sem dores..., nunca desistiram,
Sulcando a terra e buscando lençóis,
Ao apego dessa terra, sempre insistiram.

Na encantadora região norte,
Vejo belezas e encantos naturais,
Sem assombros de muita riqueza,
Encontramos exploradores agindo como chacais.

Tenho a esperança,
Como o verde de nossa bandeira,
Algum dia hei de ver,
Grande justiça acontecer.

Chegando ao centro-oeste,
Grandes paisagens se revelam
Descortinam-se muitas lendas...
Com carinho propaga-se um verbo.

Chão brasileiro de histórias e conquistas,
Como vela em um candeeiro,
Sem sentimentos pessimistas.
Brasileiro, Eita povo festeiro!